São as mais recentes previsões do Banco de Portugal reveladas no Boletim Económico de Inverno, relativamente à evolução da economia Portuguesa. Depois de Portugal terminar 2008 em recessão técnica, em 2009 deverá assistir-se a uma quebra de 0,8% sendo mínima a recuperação prevista para 2010, na ordem dos 0,3%.
A OCDE e o FMI não estão tão pessimistas, prevendo uma quebra de apenas 0,2% e uma subida de 0,1% respectivamente. Mais optimista consegue estar o governo que no OE prevê uma subida de 0,6% em 2009.
Segue abaixo resumo das previsões reveladas no Boletim Económico de Verão.
Em 16-7-2008
O Banco de Portugal actualizou as suas projecções:
Taxas de juro (Euribor 3 meses)
2007.... 4,3%
2008..... 4,9%
2009..... 5,1%
Euro/dólar (valorização do Euro)
2007......... +9,1%
2008............ +12,5%
2009. +0,7%
Petróleo (dólares por barril)
2007....... 73$
2008............ 123$
2009.............. 138$
Alimentação (aumento)
2008.................. +44%
2009...... +6,1%
Inflação (anual, média)
2007 ..... 2,4%
2008 ..... 3,0%
2009 .... 2,5%
PIB
2007 ..... 1,9%
2008 ..... 1,2%
2009 ..... 1,3%
Fonte: Boletim Económico de Verão do Banco de Portugal
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Previsões do Banco de Portugal
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
O principio do bear das commodities ou o bull segue dentro de momentos ?
Segundo o Jornal de Negócios, o ciclo de ganhos nas commodities (matérias primas) pode ter chegado ao fim depois de 7 anos de constantes ganhos. No ultimo mês já se assistiram a fortes quedas, tendo o petróleo recuado 21%. O índice Reuters/Jefferies CRB, que negoceia um cabaz de 19 mercadorias, perdeu 15,5% enquanto o índice agrícola do Dow Jones perdeu 17%. Podemos estar a assistir a uma viragem no mercado.
A Huntington Asset Advisors reforça esta ideia, prevendo que o preço do petróleo continue a cair até aos 100 dólares em Outubro. Opinião idêntica tem a Associação Nacional de Revendedores de Combustível (ANAREC) prevê que o preço dos combustíveis continue a descer durante os próximos meses, existindo margem para os preços baixarem ainda cerca de 11 cêntimos por litro até Outubro com o preço do barril a fixar-se abaixo dos 100 dólares.
A Marketfield Asset Management vai mais longe e afirma que os preços verificados nas commodities jamais voltarão a estar tão altos durante as próximas décadas. Actualmente assiste-se a fortes investimentos par substituir “uma tecnologia com 100 anos de idade (motores de combustão interna de combustível derivado dos hidrocarbonetos) que dentro de 15 anos apenas consumiremos 50% da gasolina que actualmente consumimos.
Já para um painel de especialistas contactado pelo “Diário Económico” os motivos da subida dos preços mantêm-se inalterados pelo que a queda actualmente verificada é apenas momentânea, provocada pelo recuo habitual da procura no Verão e o aproveitar dos hedge-funds para realizarem mais valias. Ao nível dos petróleo a procura mundial cresce mais que a oferta e inevitavelmente os preços terão de subir. Apesar de haver muito petróleo no mundo, a sua exploração é cada vez mais complicada porque encontra-se a profundidades difíceis de alcançar que colocam entraves tecnológicos com um retorno no investimento muito demorado.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Subida nos cereais até 2010
Segundo um relatório conjunto FAO/OCDE o preço dos alimentos, nomeadamente os cereais que estão na base da alimentação, deverá continuar a subir durante os próximos dois a três anos. Só depois de 2010 se assistirá a uma continua redução nos preços. Já o preço da carne deverá continuar a subir.
domingo, 23 de março de 2008
Gasolina ou comida
Está previsto que os biocombustíveis consigam satisfazer 20% das necessidades de combustível a nível mundial. A procura desta fonte de combustível alternativa com origem vegetal, mais económica e menos poluente, fez já disparar o preço do milho, ao mesmo tempo que os produtos agricolas têm igualmente visto os seus preços aumentar porque gradualmente as áreas de cultivo destinadas à alimentação humana têm vindo a ser ocupadas por plantações destinadas exclusivamente à mais rentável produção de biocombustíveis.
O CEO da Nestlé (o maior grupo agro-alimentar do mundo), Peter Brabeck veio já advertir que a confirmar-se um cenário onde 20% dos combustíveis tenham origem vegetal, "não haverá nada para comer!", informando ainda que para produzir 1 litro deste combustível são necessário 4000 litros de água.


