No ultimo dia de 2008, o site Dshort publicou um gráfico onde se podem comparar as quedas e a duração dos períodos de "bear market" verificados após quatro dos principais crashes históricos que assolaram os mercados, incluindo o actual. O indice de referência é o S&P500.
A consolidar-se a recuperação dos mercados depois dos mínimos atingidos em Outubro, este seria o mais curto período "bear" de sempre. Por outro lado, em mercados "bear" passados podemos identificar períodos de breve recuperação como a que actualmente se verifica, para depois se retomar a tendência negativa de mais longo prazo...
Pode ser que o "january effect" seja este ano mais generoso que o ano passado...
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Quatro períodos bear em análise
domingo, 26 de outubro de 2008
Semelhança entre 1929 e 2008
O site "Terra da Broa" disponibiliza um gráfico onde se pode verificar a impressionante (e diriamos, assustadora) semelhança entre o comportamento da bolsa americana nos anos anteriores e durante a "Grande Depressão de 1929" e a actual "Grande Recessão de 2008", como já foi por alguns baptizada.
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sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Buffet ás compras
Numa altura em que os indices de confiança dos norte-americanos atingiram os valores mais baixos de sempre, com 6 em cada 10 americanos a acreditar que se avizinha uma grave depressão económica, Warren Buffet, o homem mais rico do mundo, está comprador no mercado. Buffet referiu que daqui a 5 ou 10 anos iremos olhar para trás e apercebermo-nos das excelentes compras que poderiamos ter feito. Buffet investiu recentemente 5 biliões de dólares no banco Goldman Sachs, e pode muito bem estar a seguir uma das máximas de Sir John Templeton, considerado por muitos como o mais importante investidor de todos os tempos. Templeton foi capaz de arriscar e comprar acções de 104 empresas no ponto máximo do péssimismo, quando em Abril de 1939 rebentava a II Guerra Mundial e os mercados afundavam a pique. Nos meses e anos seguintes os mercados recuperariam e a fortuna de Templeton aumentaria exponencialmente.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Berardo mantém a calma
Joe Berardo acredita que esta não é altura para vender, apesar das quedas sucessivas que têm assolados a generalidade das bolsas mundiais e em particular a bolsa portuguesa. Berardo recomenda calma e refere que existem actualmente boas oportunidades de compra na bolsa nacional e está a estudá-las.
Mais quedas no Verão
Na opinião da LJ Carregosa, a julgar pelo comportamento das bolsas nos dois ultimos anos, deveremos assistir durante os meses de Julho e Agosto a mais quedas nas bolsas. Relativamente à bolsa nacional, é aquela que desde o início do ano mais desce na Europa, com mais de 30% de desvalorização. O indice PSI-20 regista perdas de 34% face às perdas médias de 20% dos outros indices europeus.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Previsões catastróficas
O Royak Bank of Scotland avisou ontem os seus clientes para a eminência de um crash global nos mercados de acções e de crédito que deverá ocorrer durante os próximos três meses.
Um dos estrategas do banco aconselha a todos se preparem pois aproximam-se tempos muito difíceis.
Poderá assistir-se ainda a um rally, provavelmente em Julho, mas em Setembro o Dow Jones poderá já estar a perder até 1050 pontos, com efeitos devastadores sobre a Europa e os mercados emergentes.
Neste momento assiste-se a um efeito irónico na economia porque é precisamente o crescimento económico de alguns países, principalmente os asiáticos, que está a catapultar os níveis de inflação e irá despoletar a crise anunciada. Menos crescimento precisa-se!
Ainda para o Royak Bank of Scotland, o FED está actualmente a funcionar em modo “Pânico”, obcecado com os preços da energia, menosprezando os efeitos da inflação. Este banco prevê grandes descidas no preço do petróleo durante o próximo ano.
sábado, 17 de maio de 2008
APEFI acredita que o pior ainda está para vir
Cenário económico bastante pessimista o traçado pela APEFI (Associação para o Posicionamento Estratégico e Financeiro). A seguir transcrevemos dois trechos significativos da análise feita por esta Associação na sua ultima newsletter:
(...)
"É que na verdade, ao contrário do que tem sido passado nos media do costume, ainda não se bateu no fundo por que este está a enterrar-se cada vez mais. Na verdade ainda ninguém sabe se sequer existe fundo."(...)
"Preparemo-nos todos para o choque previsto para depois do Verão, quando tudo concorrer para agravar a crise financeira que vivemos, a inflação, o risco cambial, o imobliário em colapso, a contracção do crédito concedido, a crise orçamental dos estados, os problemas energéticos, as eleições nos EUA, a guerra no Iraque, o problema iraniano, o desemprego e a crise de consumo."
quinta-feira, 3 de abril de 2008
A pior crise desde a Grande Depressão de 1929
George Soros afirmou ontem que apesar da recuperação verificada nos últimos dias nos mercados accionistas, estão ainda longe de estarem ultrapassados os efeitos da crise do subprime, sendo portanto de esperar novas quedas nos índices. Ao comparar o actual momento com a Grande Depressão de 1929, Soros vai assim mais longe que Greenspan que por seu turno comparou o actual momento menos bom da economia como o pior desde a 2ª guerra mundial.
O período da Grande Depressão durou cerca de um ano, depois do crash bolsista de Outubro de 1929. Desde 1921 que se assistia a um período de fortes ganhos na bolsa de Nova York com o índice Dow Jones a escalar dos 60 para os 400 pontos. Após o crash, o índice recuaria para os 125 pontos, encetando depois uma lenta recuperação que duraria 26 anos. Só em 1955 o índice americano alcançaria novamente os valores verificados em 1929.
O actual momento bolsista parece ser caracterizado por um evidente período de bear market embora distinto do verificado aquando da Grande Depressão, sem as disparidades especulativas que se verificavam então nos fundamentais das empresas, sem as assimetrias entre os mercados, a bolsa e a economia real.
Depois de um período bull iniciado no ano 2003, após um período de baixa acentuado pelo ataque do 11 de Setembro que fez com que o índice Dow Jones recuasse até aos 8000 pontos, após quase 5 anos de subida, o Dow fixou-se em 2007 num novo máximo de mais de 14000 pontos. Desde essa altura, no final do Verão do ano passado, o mercado apresenta sinais evidentes de tendência negativa no médio prazo.
Actualmente o índice Dow Jones situa-se nos 12550 pontos.
No gráfico os 5 anos de bull-market, e o inicio de um novo período bear... Até quando ?







